La cocina de Regina Paz

Devaneios alquimistas de uma aprendiz de cozinheira

cupcakes de última hora ou simplesmente bolinhos

Cupcales

© Regina Paz | Bolinhos e/ou cupcakes para o lanche comunitário das crianças do 3º ano do Colégio São Domingos

A filha caçula chegou em casa apressada. Ansiosa, queria contar à mãe que precisava levar maçãs para o lanche comunitário: – Mãe, eu sei que não tem 18 maçãs na geladeira, então vamos fazer bolinhos?

Daí veio a ideia dos tais cupcakes, que no Brasil recebem vários nomes. Mas a moda dos bolinhos é conhecida nos Estados Unidos. Já que nada se cria, lá foi a mãe fazer sua encomenda a Regina Paz, a aprendiz de cozinheira que decidiu criar este blog agora há pouco, depois da meia-noite, enquanto lutava para recuperar senhas, resgatar a conexão com a internet e tudo mais.

Para fazer os bolinhos e atender ao pedido de uma mãe sem tempo, correndo tal o coelho de Alice, Regina Paz foi a seus armários em busca de ingredientes. Pensava em abrir livros ou se comunicar com o oráculo do século 21 para encontrar a melhor receita.

Depois lembrou que talvez fosse o caso de fazer o velho e tradicional bolo de chocolate e, em vez de usar o tabuleiro, despejar a massa nas forminhas de silicone e de papel.

Sacou da geladeira e das prateleiras

  • 4 ovos
  • 200 gramas de margarina
  • 2 xícaras de açúcar
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 1 xícara de chocolate
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 xícara de leite

Na tigela grande, ligou a batedeira, usando apenas um garfo, pois o segundo está com defeito, e colocou a margarina e o açúcar para mexer até formar um creme. Regina Paz acrescentou as gemas.
Por gostar de ler tudo o que aparece na sua frente, Regina Paz descobriu numa dessas receitas que a mãe lhe mandou o seguinte: o belo chef Anquier aconselhava a trocar o leite por iogurte. Em suma, pegou um potinho de iogurte integral (serve também desnatado ou semidesnatado) e misturou.
Lembrou do seguinte: essa história de peneirar farinha é do século 19, quando esse ingrediente era sujo e vinha em sacas. Em tempos modernos, basta tirar a quantidade certa e colocar na mistura. O mesmo se faz com o fermento e o chocolate.

A última etapa consistiu em bater as claras em neve para depois colocar na massa. Pronto.

Com o forno preaquecido, colocou cerca de duas colheres da massa em cada forminha. Seu tabuleiro não comporta mais do que 12 miniformas. Em 30 minutos, conferiu e botou um palitinho ou faca. Hora de sair daquele local superaquecido e levar para a mesa.

Criança que se preze não liga muito para bolos. Quer tudo muito colorido. O que Regina Paz podia fazer para alegrar o lanche comunitário da garota no último dia de aula? Pensou que seria o caso de buscar receita de glacê no oráculo.

Achou alguns e guardou os links para quem se interessar: Glacê para coberturas e bolos, Glacê mole e duro ou Glacê de suspiro branco. Daí lembrou que de um papel rosa pink com receita de bolo de uma chef que dá aula de culinária para crianças e adultos: Helô Centro de Culinária. Dica valiosa: pra que experimentar com receitas do Google se uma experiente chef já mandou num papel como fazer famoso “glacê real”?

Do que você vai precisar

  • 3 claras
  • 1/2 kg de açúcar de confeiteiro
  • gotas de limão

Mãos na massa

Bater as claras em ponto de neve, juntar o açúcar até formar um creme branco e grosso. Por último, acrescentar gotas de limão para deixar o glacê branquíssimo.

Multicores – segredo para o deleite da criançada. Regina Paz tinha alguns vidrinhos de corantes. Era sexta-feira, o jogo contra Portugal tinha sido um fiasco. Tão grande que a aprendiz de cozinheira não pensou duas vezes: correu para a cozinha e decidiu colorir bolinhos. Onde já se viu um jogo de futebol de copa do mundo dar um resultado tão pífio sem um golzinho sequer?

O branco do glacê pedia mudanças. Com três saquinhos de açúcar rosa, amarelo e azul, deu-se início à festa das cores. Primeiro foi o azul. Daí um pouquinho de amarelo. Ih deu um verde bem clarinho. Outros ficaram azuis mesmo, pois a classe da garota tem dez meninos e seis meninas, e sempre há aquele garoto chato que diz que não gosta de nada rosa.

Enquanto isso, uma tigela saiu do armário e Regina Paz tascou um roxo para ver no que dava. Em outro recipiente, vermelho. Suas filhas vieram dar um pitaco e disseram em tom de jogral: “Mãe, isso não é vermelho. É rosa!” Mais corante. E nada de chegar ao tal tom carmim. Na terceira tigela, o laranja. Chega. Tudo muito colorido, hora de pegar o celular emprestado, tirar fotos e pegar um táxi. Afinal, era sexta-feira, as aulas começariam mais tarde, mas os bolinhos tinham hora para chegar, e por mais aprendiz que Regina Paz seja, a entrega não podia atrasar.

Bolinhos | Cupcakes |

© Regina Paz | Bolinhos coloridos e/ou cupcakes, você decide

Resultado esperado – Não sobrou nenhum para contar história.

Aprendizado – Corante demais só pode ser usado em glacês duros. Glacê real ou mole não combina muito com excesso de gotinhas de tinta, mesmo que ela seja específica para uso culinário.

ADDENDUS – Não é preciso seguir à risca a receita do glacê, pois com meio quilo de açúcar e três claras, haja bolinhos para cobrir. Com uma clara e 150 gramas de açúcar ou 200 gramas, você tem a quantidade de cobertura necessária para lamber os dedos e o das crianças que por perto estiverem. É a festa. Ah, essa quantidade de açúcar equivale a uma xícara.

Anúncios

6 comentários em “cupcakes de última hora ou simplesmente bolinhos

  1. Anamaria Rossi
    30/06/2010

    Caríssima Regina Paz, me diverti horrores com seus cupcakes coloridos!
    Seja muito bem vinda ao maravilhoso universo culinário virtual, ou virtualmente culinário 😉

    Só tenho um protesto a fazer, em nome de minha amiga Doñana, de claras influências francesas: margarina jamais! Viva la mantequilla!!!

    Beijo.

  2. reginapaz
    01/07/2010

    Ya está Doñana. Es lo que dice Maria Blanca, la santa madrecita que me parió. Mantequilla, sí. Manteca, jamás. No pasarán! Já Regina Paz que vive contando centavos encontra a margarina em barra a um preço imbatível. Maria Blanca siempre la riñe cuando ve a su hija con manteca en la cocina. Qué hacer, Doñana?

    • Anamaria Rossi
      01/07/2010

      E sabe por que a margarina tem preço imbatível? Porque você está comprando água, e não grasa, cariño!
      Doñana propõe o teste da frigideira: coloque uma colherada de margarina e outra de manteiga em duas frigideiras lado a lado, acenda o fogo baixo e deixe derreter. Depois veja o que sobrou em cada uma.
      Simples: quando a receita pede manteiga, está pedindo gordura. Se você usa margarina, está usando muito menos gordura do que deveria – e muito mais água. Está mudando a receita. Com grandes riscos 😉
      Beijo, fuefa.

      • reginapaz
        02/07/2010

        Cariño! Depois dessa sua explicação, nunca mais vou usar margarina! Só tenho duas barras na geladeira. Vou passar para manteiga. Nada como la chef Doñana para me ensinar. Besos

  3. Vabr
    13/07/2010

    Nos USA existe a manteiga no mesmo formato da margarina em barra. êles são práticos..

    • reginapaz
      26/07/2010

      Pois é Vabr, cultura de país colonizado é outra história. A margarina entrou no Brasil nos anos 60, exatamente pelas mãos dos americanos que difundiram essa gordura, alegando que manteiga era péssimo para o colesterol.
      Mil gracias pela dica da manteiga no formato de barra. Vou pesquisar. Abraços, Regina Paz

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às 29/06/2010 por em Receitas de revistas, livros e jornais e marcado , , , .

Navegação

“Todo dia ela faz tudo sempre igual, me sacode às 6h da manhã”

junho 2010
S T Q Q S S D
    jul »
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
282930  

foodgawker

my foodgawker gallery

¿Qué es lo que hay en su cocina?

pinterest

Follow Me on Pinterest

em 140 caracteres

foodbuzz

Foodbuzz
%d blogueiros gostam disto: