La cocina de Regina Paz

Devaneios alquimistas de uma aprendiz de cozinheira

Pão de abóbora e o fascínio pelo laranja

Pão de abóbora

Duas formas de pão de abóbora recém saidas do forno de Regina Paz

Fazia um certo tempo que aqueles tons de alaranjado das abóboras displicentemente jogadas nas barracas da feira fascinavam a aprendiz de cozinheira. Regina Paz é fã incondicional dessa leguminosa.

A japonesa tem lugar certo na cozinha. Vira sopa, quibebe, refogada, cozida no vapor com azeite e sal. Doce de abóbora, nem pensar. Gosta de comer se alguma avó ou algum conhecido do século passado se atrever a ficar horas na cozinha para conseguir chegar ao ponto desejado.

Agora pão de abóbora ela ainda não tinha ouvido falar. Eis que chega o mês de junho e a foto do calendário pendurada na parede é iluminada pela luz incidental do janelão da cozinha. Na imagem, abóboras de diversos tipos e o título: pão de abóbora.

Fazer pão não era uma experiência pela qual ela tinha passado, mas queria atrever-se. Toda quarta-feira, Regina Paz vai até a barraca do seu Valter e encomenda meia abóbora. De vez em quando, duas metades, uma para sopa e outra para quibebe. Há quinze dias, ele lhe fez um regalo e colocou mais um pacotinho na sacola.

Não deu outra, ele foi para a geladeira, depois foi encontrado no microondas e daí voltou em tigela apropriada para uma estante, junto a outros pratos já cozidos, pois tinha de esfriar.

Nada como um jogo do Brasil, em tempos de Copa Mundial, para deixar Regina Paz aflita. O primeiro tempo havia começado, haviam se passado 30 e tantos minutos e nada de gol. Era um mata-mata contra o Chile. Bom os ingredientes já estavam à mão.

Ei-los

  • 2 xícaras de abóbora cozida ( pode ser a tipo japonesa ou a mais comum)
  • 3 colheres de sopa de maragina (6o gramas)
  • 3 tabletes de fermento biológico (45 gramas)
  • 1 colher de sopa de sal
  • 3 colheres de sopa de açúcar
  • 3 xícaras de farinha de trigo
  • 2 xícaras de farinha de aveia em flocos
  • 1 lata de creme de leite
  • 1 gema para pincelar
  • gergelim para enfeitar

Regina Paz seguiu a receita tal qual mandava a folhinha do calendário e, numa tigela colocou os três tabletes de fermento mais o açúcar e começou a misturar. La santa madrecita que la parió desdenhou-a e ordenou que colocasse um pouco de água. Desobediente, Regina Paz, famosa por ser do contra, arriscou: “É química. Basta esperar um pouco. Minutos depois, Maria Blanca olhou incrédula para a mistura líquida.

No liquidificador, Regina Paz colocou a abóbora, o creme de leite, margarina e sal e bateu. Essa mistura foi parar na tigela onde se encontrava o fermento liquefeito.

Mãos, literalmente, na massa – Aos poucos pôs as três xícaras de farinha de trigo e as duas de aveia. Misturou e misturou. Maria Blanca ensinou-le o que era sovar. E lá foram mais duas mãos na massa.

Dica de chef – Maria Blanca sugeriu pegar dois pedacinhos da massa e fazer duas bolinhas para colocá-las em um copo de água. Regina achou que era melhor obedecer, afinal, não é toda hora que aparece uma expert em casa com suas dicas certeiras. Em minutos, as bolinhas subiram. Bingo! Hora de sovar mais um pouco, prática que consiste em puxar e puxar a massa, como se fosse abri-la. Ou esticá-la de um lado para outro. Daí viria a expressão: “Menino, se aquiete senão vou lhe dar uma sova!”, traduzindo, uma surra.

E mais duas bolinhas de massa foram parar no copo de água. Outros minutos se passaram, as bolinhas emergiram e as massas foram para duas formas de pão. Para decorar, uma gema mexida com algumas gotas de água foi pincelada sobre os pães, e grãos de gergelim foram jogados para dar um toque de pão caseiro.

Hora do forno – a receita dizia 30 minutos em forno preaquecido a 180 ºC. Regina Paz tentou seguir as regras, mas a massa não estava maravilhosa. Mais 20 minutos e saíram duas formas de pão de abóbora. O facínio pelo laranja resultou em um vistoso e delicioso pão.

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Publicado às 29/06/2010 por em Pancito, Receitas de revistas, livros e jornais e marcado , , , .

“Todo dia ela faz tudo sempre igual, me sacode às 6h da manhã”

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